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DICAS PARA APRENDER NOVAS LÍNGUAS ESTRANGEIRAS



TÓPICOS:

  1. Dicas para aprender uma língua estrangeira
  2. Alfabetos
  3. Línguas e dialetos
  4. Pensamento e Lingua
  5. Aprendizagem e emoções
  6. Língua e música
  7. Aprendizagem e tipos de aprendizagem
  8. A aprendizagem modifica o cérebro
  9. As pausas são importantes para o sucesso da aprendizagem
  10. Aprender durante o sono
  11. Como o cérebro aprende novas palavras
  12. Como é que o cérebro aprende a gramática?
  13. Melhor concentração = melhor aprendizagem
  14. Os jovens e os mais velhos aprendem de uma maneira diferente
  15. Línguas contra o Alzeimer
  16. Conselhos contra o esquecimento
  17. Como aprender duas línguas ao mesmo tempo
  18. Língua materna? Língua paterna!
  19. Os genes influenciam a linguagem
  20. Duas línguas = dois centros linguísticos
  21. O bilinguismo melhora a capacidade de ouvir
  22. Aprender línguas através da Internet
  23. A língua árabe
  24. Famílias linguísticas
  25. Falamos todos "africano"?
  26. Estrangeirismos

 

 Dicas para aprender uma língua estrangeira

Aprender uma língua nova é sempre trabalhoso. A pronúncia, as regras da gramática e o vocabulário requerem muita disciplina. Existem, porém, vários truques que podem facilitar a aprendizagem! Em primeiro lugar, é importante que pense positivo. Divirta-se com a nova língua e as novas experiências! Não interessa por onde vai começar. Escolha um tema que desperte o seu interesse. É aconselhável que se concentre, em primeiro lugar, na compreensão e na expressão orais. De seguida, leia e faça composições. Estabeleça um sistema de aprendizagem que se adeque a si e ao seu quotidiano. Quando estiver a rever os adjetivos, aprenda logo os seus antónimos. Ou pode pendurar em qualquer parte da casa algumas pequenas cartolinas com o vocabulário aprendido. Quanto estiver a praticar desporto ou estiver no carro, pode aprender com os ficheiros de áudio. Se um determinado tema for muito difícil para si, interrompa o estudo. Faça uma pausa ou estude alguma coisa diferente! Assim, não irá perder a vontade de aprender a nova língua. Resolver as palavras cruzadas na nova língua pode ser divertido. Filmes numa língua estrangeira podem ser uma boa opção para nos distrairmos. Com os jornais numa língua estrangeira poderá aprender muito sobre as pessoas e o país em questão. Na Internet há muitos exercícios que podem ser um complemento aos seus livros. E procure estar com amigos que gostam de aprender línguas estrangeiras. Não aprenda os novos conteúdos isoladamente, mas sempre inseridos num determinado contexto! Faça revisões sistematicamente! Deste modo, o cérebro poderá assimilar a nova matéria. Se estiver farto de teoria, faça as suas malas! Porque em mais lado nenhum se aprende com tanta eficácia do que estando entre nativos. Poderá escrever um pequeno diário durante a sua viagem registando as suas experiências. O mais importante é que não desista!



Alfabetos

Com as línguas podemos comunicar. Dizemos aos outros o que pensamos ou sentimos. Também os sistemas de escrita desempenham esta função. A maior parte das línguas possui um sistema de escrita. Os sistemas de escrita formam-se a partir de signos. Estes signos (carateres ou grafemas) podem ser diversos. Muitos sistemas de escrita consistem em letras. Constituem um sistema de escrita alfabética. Um alfabeto é um conjunto ordenado de signos. Estes grafemas seguem determinadas regras para constituírem palavras. A cada signo corresponde um som particular. O termo "alfabeto" vem do grego. Os gregos chamavam às primeiras letras do seu alfabeto alfa e beta. Ao longo da história existiram diferentes tipos de alfabetos. Há mais de 3000 anos que o ser humano utiliza grafemas. Antigamente, os signos linguísticos eram símbolos mágicos. Apenas algumas pessoas conheciam o seu significado. Mais tarde, os signos acabaram por perder a sua natureza simbólica. Atualmente, as letras jão têm nenhum significado. Apenas quando combinadas com outras letras é que transmitem significado. Há sistemas de escrita, como o dos chineses, que funcionam de um modo diferente. São sistemas de escrita cujos carateres funcionam, muitas vezes, como desenhos dos conceitos que pretendem expressar. Ao escrevemos estamos a codificar o nosso pensamento. Nós utilizamos signos para fixarmos o nosso conhecimento. O nosso cérebro aprendeu a descodificar o alfabeto. Os carateres transformam-se em palavras e as palavras em ideias. E assim um texto pode durar séculos. E continuar a ser compreendido... 


Línguas e dialetos

Em todo o mundo existem entre 6000 e 7000 línguas diferentes. O número de dialetos é naturalmente muito maior. Mas qual é, afinal, a diferença entre uma língua e um dialeto? Os dialetos possuem sempre uma "cor local" caraterística. Pertencem, pois, às variedades linguísticas regionais. Logo, os dialetos são formas linguísticas com menor amplitude. Habitualmente, os dialetos são apenas falados, não escritos. Compõem um único sistema linguístico. E seguem algumas regras. Teoricamente, qualquer língua pode ter vários dialetos. Todos os dialetos estão subordinados à norma-padrão de uma língua. A norma-padrão é aquela que é entendida por todos os habitantes de um país. Deste modo, os falantes de dialetos distantes conseguem igualmente comunicar entre si. A maioria dos dialetos tem uma importância cada vez menor. Mal se ouvem os dialetos nas grandes cidades. E na vida profissional fala-se, sobretudo, a norma-padrão. Por isso, habituamente os falantes de um dado dialeto são considerados rudes e ignorantes. No entanto, estes falantes encontram-se em todas as camadas sociais. Logo, os falantes de qualquer dialeto não são menos inteligentes do que os outros. Muito pelo contrário! Falar um dialeto tem muitas vantagens. Num curso de línguas, por exemplo. Os falantes de um dialeto sabem que existem diversas formas linguísticas. Aprenderam a alternar rapidamente entre diferentes estilos linguísticos. Por isso, os falantes de um dado dialeto possuem uma elevada capacidade para a variação dinâmica. Tem um sentido desenvolvido para adaptarem um determinado estilo linguístico a uma situação, em particular. Isto até está comprovado cientificamente. Então, força no momento de usar um dialeto: vai valer a pena! 



Pensamento e Lingua

O nosso pensamento depende da nossa língua. Ao pensarmos estamos a falar com nós próprios. Com isso, a nossa língua influencia a nossa mundivisão. Será que pensamos o mesmo, tendo línguas diferentes? Ou será que pensamos de um modo diferente, quando falamos em línguas diferentes? Cada povo tem o seu próprio vocabulário. Em algumas línguas faltam determinadas palavras. Há povos que não conseguem distinguir entre o verde e o azul. Os seus falantes empregam a mesma palavra para as duas cores. E, em comparação com outros povos, têm muito mais dificuldades em reconhecer estas cores. Não conseguem identificar nem os tons nem as cores secundárias. Têm dificuldades em descrever as cores. Há outras línguas quem empregam muito poucos números. Os seus falantes têm mais dificuldades em fazer contas. Existem, igualmente, línguas que não fazem distinção entre a esquerda e a direita. Os falantes destas línguas falam de norte e sul, este e oeste. Têm um sentido de orientação geográfica muito bom. Todavia, não compreendem os conceitos direita e esquerda. É claro que o nosso pensamento não é influenciado apenas pela nossa língua. O nosso pensamento é igualmente influenciado pelo nosso meio e pela nossa vida quotidiana. Qual é, afinal, o papel desempenhado pela língua? Delimitará os nossos pensamentos? Ou teremos apenas palavras para aquilo em que pensamos? Qual é a causa, qual é o efeito? Todas estas perguntas estão ainda por responder. Elas são alvo de dedicação dos neurolinguistas e dos linguistas. Ainda que este tema diga respeito a todos... Será que nós somos o que falamos? 



Aprendizagem e emoções

Sempre que conseguimos comunicar numa língua estrangeira, é um motivo de alegria. Ficamos orgulhosos com os nossos progressos linguísticos. Se, por outro lado, não formos bem sucedidos ficamos furiosos e desiludidos. Podemos, pois, associar várias emoções à aprendizagem. Neste âmbito, estudos recentes avançaram conclusões interessantes. Estes estudos demonstram que as emoções desempenham um papel durante a aprendizagem. Pois as nossas emoções exercem influência sobre o êxito da aprendizagem. Aprender constitui sempre uma tarefa nova para o nosso cérebro. Uma tarefa que é preciso resolver. O sucesso (ou não) depende, pois, das nossas emoções. Ao acreditarmos que podemos resolver um dado problema estamos a ganhar confiança. Esta estabilidade emocional ajuda-nos durante o processo de aprendizagem. Os pensamentos positivos estimulam as nossas capacidades intelectuais. Assim sendo, a aprendizagem sob pressão não costuma apresentar bons resultados. As dúvidas e as preocupações prejudicam um bom desempenho. Temos, particularmente, dificuldades em aprender quando estamos com medo. Pois o nosso cérebro não consegue armazenar os conteúdos novos. É importante, por isso, que estejamos motivados para aprender. As emoções influenciam deste modo a aprendizagem. Mas a aprendizagem pode influenciar também as nossas emoções. São as mesmas estruturas cerebrais que processam quer as informações factuais, quer as emoções. Por esta razão, a aprendizagem pode fazer-nos felizes, e quem está feliz aprende melhor. É claro que a aprendizagem nem sempre é interessante, por vezes pode revelar-se muito fatigante. Para tal, devemos estabelecer pequenas metas. Para que não sobrecarreguemos o nosso cérebro. E assim garantimos que as nossas expetativas se cumpram. Logo, o nosso sucesso torna-se uma recompensa, que nos mantém motivados. Agora, já sabe: aprenda e sorria ao mesmo tempo! 



Língua e música

A música é um fenómeno universal. Todos os povos do nosso planeta fazem algum tipo de música. E em qualquer cultura a música é compreendida. Este facto foi demonstrado por um estudo científico. Numa experiência realizada, uma música ocidental foi interpretada numa tribo que vivia completamente isolada. Este povo africano não tinha nenhum contacto com o mundo moderno. Apesar disso, os seus membros conseguiam perceber se se tratava de uma música alegre ou triste. No entanto, ainda se desconhece porque é que isto acontece. Mas a música parece ser uma linguagem que não conhece fronteiras. E todos nós de alguma maneira aprendemos a interpretá-la corretamente. No entanto, para a evolução da língua a música não tem nenhum tipo de utilidade. De qualquer modo, o facto de que podemos compreender a música está relacionado com a nossa linguagem. Pois a música e a linguagem estão interrelacionadas. O cérebro processa-as de uma forma semelhante. Até mesmo o seu funcionamento é muito parecido. Ambas combinam tons e sons de acordo com certas regras. Até os bebés captam a música que ouviram quando estavam no ventre materno. No ventre materno, escutam a melodia da língua da sua mãe. Mais tarde, após o seu nascimento conseguem entender a música. Poder-se-ia dizer que a música imita a melodia das línguas. Do mesmo modo, se transmitem emoções tanto na música como na linguagem através do ritmo. Graças aos nossos conhecimentos linguísticos conseguimos compreender as emoções na música. Por outro lado, as pessoas com talento para a música aprendem novas línguas mais facilmente. Muitos músicos aprendem línguas como se fossem melodias. Deste modo, conseguem mais facilmente lembrar-se das línguas. Parece, pois, interessante que as canções de embalar sejam todas muito parecidas, em qualquer parte do planeta. Isto mostra como a linguagem da música é universal. Além do facto de ser a mais bela língua de todas...



Aprendizagem e tipos de aprendizagem

Quem não faz muitos progressos na sua aprendizagem, pode estar a aprender de uma forma inadequada. Isto significa que não está a aprender segundo o seu tipo de aprendizagem. De um modo geral, podemos distinguir quatro tipos de aprendizagem. São organizados em função dos orgãos dos sentidos. Os tipos de aprendizagem são os seguintes: auditivo, visual, comunicativo e motor. As pessoas que pertencem ao tipo auditivo assimilam melhor a informação que chega através do ouvido. Conseguem lembrar-se, por exemplo, das músicas com facilidade. Este tipo de pessoas costumam estudar em voz alta, repetindo o vocabulário. Este tipo de pessoas costumam falar muito consigo mesmas. Os CDs ou as palestras sobre o tema em questão podem ser-lhes muito úteis. Aqueles que pertencem ao tipo visual assimilam melhor o material que veem. Por isso, é muito importante a leitura de toda a informação. Quando estão a estudar optam por fazer muitos apontamentos. Do mesmo modo, preferem as imagens, as tabelas e os cartões com apontamentos. Este tipo de pessoas costumar ler e sonhar muito. Em ambientes agradáveis, costumam estudar muito melhor. As pessoas que pertencem ao tipo comunicativo preferem os diálogos e as discussões. Precisam de interação e de dialogar com os outros. Nas aulas, costumam fazer muitas perguntas e adoram os trabalhos de grupo. As pessoas que pertencem ao tipo motor aprendem através do movimento. Preferem "aprender fazendo" e querem experimentar tudo. Ao estudarem, fazem-no estando fisicamente ativos e mastigando pastilha elástica. Não gostam de teoria, mas sim de experiências. O que importa é que quase todas as pessoas possuem caraterísticas dos vários tipos de aprendizagem. Não existe ninguém que se enquadre num único tipo de aprendizagem. Por esta razão, a melhor maneira de aprender é quando utilizamos todos os nossos sentidos. Porque, assim, o nosso cérebro é ativado várias vezes e armazena corretamente a nova informação. Escute, leia e discuta o novo vocabulário! Em seguida, pratique desporto! 



A aprendizagem modifica o cérebro

Quem pratica muito desporto, molda o seu corpo. Parece evidente que também seja possível treinar o cérebro. Isto significa que quem quiser aprender línguas não precisa apenas de talento. É também importante praticá-la de uma forma regular. Uma vez que o exercício pode influenciar positivamente as estruturas cerebrais. Claro que o talento para as línguas é, muitas vezes, algo inato. Apesar disto, um treino intensivo pode mudar determinadas estruturas do cérebro. E aumentar o volume das regiões responsáveis pelo processamento da linguagem. Também os neurónios das pessoas que fazem muitos exercícios se modificam. Durante muito tempo, acreditava-se que o cérebro seria imutável. Achava-se que aquilo que não aprendíamos enquanto crianças nunca mais o poderíamos aprender. Os neurologistas chegaram, no entanto, a outras conclusões. Conseguiram demonstrar que a plasticidade do nosso cérebro se mantém uma vida inteira. Pode dizer-se que funciona como um músculo. Por esta razão, pode desenvolver-se até uma idade avançada. Toda a informação recebida (input) é processada no cérebro. Quando temos o cérebro treinado, os inputs processam-se com mais eficácia. Isto é, ele trabalha mais rápido e com mais eficiência. Este princípio aplica-se quer aos jovens, quer aos adultos. Mas estudar não é essencial para mantermos o cérebro em forma. A leitura constitui também um bom exercício. E, sobretudo, a literatura mais exigente, que estimula os centros da linguagem. Por outras palavras, o nosso vocabulário é ampliado. Para além disso, estamos a melhorar os nossas competências linguísticas. É interessante que não são apenas as regiões da linguagem que processam a informação linguística. Também a área que controla o desenvolvimento motor é responsável pelo processamento dos novos conteúdos. Por isso, é importante que estimulemos o mais possível o nosso cérebro, na sua totalidade. Sendo assim: treine o corpo e a mente! 


As pausas são importantes para o sucesso da aprendizagem.

Quem quiser aprender com sucesso, deve fazer pausas com frequência! Este é o resultado dos mais recentes estudos científicos. Os investigadores estudaram as várias fases da aprendizagem. Várias situações de aprendizagem foram alvo de simulação. A melhor maneira de assimilarmos as informações é fazendo-o em pequenas unidades didáticas. Isto significa que não devemos aprender muito de uma só vez. Entre cada unidade didática devemos fazer sempre pausas. O sucesso da nossa aprendizagem depende também de outros processos de natureza bioquímica. Estes processos têm lugar no nosso cérebro. E condicionam o nosso ritmo de aprendizagem. Quando aprendemos algo novo, o nosso cérebro liberta determinadas substâncias. Estas substâncias influenciam a atividade das nossas células do cérebro. Existem, particularmente, duas enzimas que desempenham neste processo um papel importante. Elas são libertadas quando aprendemos novos conteúdos. No entanto, o cérebro não as liberta em conjunto. A sua ação desenrola-se com um intervalo de tempo entre si. Todavia, aprendemos melhor quando as duas enzimas são libertadas ao mesmo tempo. E este sucesso aumenta significativamente quando fazemos pausas mais vezes. É, pois, recomendável que a duração entre as várias fases da aprendizagem possa variar. A duração das pausas deve ser igualmente diferente. No início, o ideal seria fazer duas pausas de dez minutos. Seguida de outra uma pausa de cinco minutos. Em seguida, uma pausa de 30 minutos. Durante as pausas, o nosso cérebro assimila bem os novos conteúdos. Durante as pausas, devíamos deixar o local de trabalho. Também é bom mover-se durante as pausas. Dê, pois, um passeio nos intervalos do seu estudo! E não tenha remorsos - afinal você continua a aprender! 



Aprender durante o sono

Hoje em dia, as línguas estrangeiras fazem parte da nossa formação geral. Se ao menos a sua aprendizagem não fosse tão árdua! Para todos aqueles que têm dificuldades em aprender uma língua, há boas notícias. Pois nós aprendemos melhor durante o sono. Vários estudos científicos chegaram a esta conclusão. E é disto que podemos agora usufruir quando aprendemos uma língua estrangeira! Durante o sono, as nossas experiências diárias são processadas. O nosso cérebro analisa as novas impressões. Tudo aquilo que foi aprendido é analisado novamente. E assim os novos conteúdos são consolidados no nosso cérebro. Nomeadamente, os conteúdos adquiridos antes de adormecermos. Por isso, pode ser útil rever à noite noções importantes. Cada estágio do ciclo do sono sustenta o processamento de um determinado conteúdo de aprendizagem. O sono REM apoia a aprendizagem psicomotora. De que fazem parte as atividades musicais e o desporto. Em contrapartida, a aprendizagem do conhecimento puro ocorre na fase profunda do sono. É neste estágio que o cérebro revê tudo aquilo que foi aprendido. Incluindo o vocabulário e a gramática! Para aprendermos uma língua estrangeira, o nosso cérebro é obrigado a trabalhar intensamente. Precisa de armazenar as palavras e as regras novas. Durante o sono, tudo se reproduz novamente. É aquilo a que os investigadores chamam de "Teoria Replay". O que importa é que se durma bem. O nosso corpo e a nossa mente precisam de recuperar completamente. Só assim é que o cérebro consegue trabalhar com eficácia. É caso para se dizer: bom sono, bom rendimento cognitivo. Quando nós já estamos a descansar, ainda o nosso cérebro continua ativo... Assim sendo: Gute Nacht, good night, buona notte, dobrou noc! 

Como o cérebro aprende novas palavras

Quando estudamos o vocabulário, o nosso cérebro armazena os novos conteúdos. Todavia, a aprendizagem só se produz através de uma repetição contínua. A capacidade de armazenamento do nosso cérebro depende de vários fatores. O mais importante é que façamos uma revisão do vocabulário regularmente. Apenas as palavras que lemos ou escrevemos frequentemente é que são armazenadas. Poder-se-ia dizer que estas palavras são arquivadas como se fossem uma imagem. Este princípio da aprendizagem aplica-se também ao caso dos macacos. Os macacos conseguem aprender a "ler" palavras, se as virem com muita frequência. Apesar de não compreenderem o significado destas palavras, conseguem reconhecê-las através da sua forma. Para podermos falar uma língua com fluência, precisamos de uma grande quantidade de palavras. Por este motivo, devemos organizar bem o vocabulário. Pois a nossa memória funciona como um arquivo. Para encontrarmos rapidamente uma palavra, é preciso saber onde é que a podemos procurar. Por isso, é melhor aprender vocabulário inserido num dado contexto. Assim, a nossa memória consegue abrir sempre a pasta correta. Mas, por outro lado, também aquilo que aprendemos pode ser esquecido. Os conhecimentos são transferidos da memória ativa para a memória passiva. Com o esquecimento, libertamo-nos dos conhecimentos desnecessários. E, deste modo, o nosso cérebro arranja espaço para coisas novas e mais importantes. Por isso, é importante ativarmos regularmente os nossos conhecimentos. O que está guardado na memória passiva não está perdido. Quando vemos uma palavra esquecida, lembramo-nos dela novamente. Uma vez aprendido, a reaprendizagem torna-se mais rápida. Quem deseja ampliar o seu vocabulário, deve alargar o seu leque de passatempos. Porque todos nós temos certos interesses. E, por isso, ocupamo-nos quase sempre das mesmas coisas. Ainda assim, uma língua consiste em muitos campos semânticos diferentes. Quem se interessa por política, devia também ler de vez em quando a imprensa desportiva! 



Aprendizagem e Leitura

A aprendizagem e a leitura estão interligados. Isto verifica-se sobretudo na aprendizagem de línguas estrangeiras. Quem quer aprender uma língua nova tem de ler muitos textos. Através da leitura de literatura estrangeira assimilamos frases inteiras. Deste modo, o nosso cérebro aprende vocabulário e gramática num único contexto. Isto ajuda-nos a reter os novos conteúdos. A nossa memória tem maiores dificuldades em reter palavras isoladas. Com a leitura aprendemos o significado das palavras. Por conseguinte, desenvolvemos um "sentimento" pela nova língua. É claro que a literatura estrangeira não deve ser muito difícil. Breves contos modernos ou policiais podem ser igualmente bastante interessantes. Os jornais diários apresentam a vantagem de serem sempre atuais. Do mesmo modo, os livros infantis e de banda desenhada revelam-se muito apropriados à aprendizagem. As imagens facilitam a compreensão da nova língua. Não importa a literatura que se escolha, ela deve ser divertida! É importante que haja muita ação para que a nível linguístico seja variado. Quem não conseguir encontrar nada, pode usar igualmente manuais específicos para o ensino. Há muitos livros com textos simples para principiantes. Importa, pois, utilizar sempre um dicionário quando se está a ler. Assim que não compreendermos uma palavra, devemos consultar o dicionário. O nosso cérebro é ativado com a leitura e aprende coisas novas com rapidez. Cria-se um ficheiro para todas as palavras que não se compreende. Assim, podemos repeti-las várias vezes. Também pode ser útil se, durante a leitura, assinalamos as palavras desconhecidas numa cor diferente. Na próxima vez, é mais fácil serem identificadas. Quem lê todos os dias textos escritos numa língua estrangeira, fará progressos muito rapidamente. Pois o nosso cérebro aprende rapidamente a reproduzir a nova língua. Pode ser que a qualquer momento se possa pensar também usando essa língua... 



Língua e Escrita

Todas as línguas promovem a compreensão entre as pessoas. Quando nós falamos estamos a expressar aquilo que pensamos e sentimos. Quando o fazemos nem sempre seguimos as regras gramaticais da nossa língua. Utilizamos uma língua própria, a nossa linguagem corrente. Com a linguagem escrita é um pouco diferente. Aqui podemos ver todas as regras da nossa língua. Apenas através do registo escrito, uma língua pode ser considerada verdadeiramente. Isso torna visível a língua. Através da escrita o conhecimento pode ser transmitido ao longo dos milénios. É por isso que a escrita é a base de qualquer civilização. O primeiro sistema de escrita foi inventado há mais de 5000 anos. Foi a escrita cuneiforme dos sumérios. Os sumérios gravavam-na em tábuas de argila. Esta escrita cuneiforme foi utilizada durante três mil anos. Exatamente na mesma época existiam os hieróglifos do Antigo Egito. Foram imensos os cientistas que os estudaram. Os hieróglifos representam um sistema de escrita relativamente complexo. Porém, foi inventado por uma razão muito simples. O Egito era, então, um vasto império com muitos habitantes. O quotidiano e, acima de tudo, a economia precisavam de ser organizados. Os impostos e a contabilidade tinham de ser geridos com eficiência. Foi por esta razão que os egípcios desenvolveram os seus carateres. Por outro lado, os sistemas de escrita alfabética remontam aos sumérios. Qualquer sistema de escrita revela muitos aspetos do povo que o utiliza. Além disso, qualquer nação deixa impresso as suas singularidades no seu sistema de escrita. Infelizmente, a escrita manual tem vindo a perder relevância. A tecnologia moderna tem-na tornado praticamente supérflua. Então: Não fale apenas, continue a escrever!




Quem quiser falar, tem que escrever!

Nem sempre é fácil aprender línguas estrangeiras. No início, é sobretudo a expressão oral que os alunos de línguas consideram mais difícil. Muitos deles não se atrevem a formular frases na nova língua. Têm demasiado medo de cometer erros. Para esse tipo de alunos a escrita poderia ser uma solução. Pois quem quiser aprender a falar bem tem que escrever o mais possível! Escrever ajuda-nos a integrar a nova língua. Há vários motivos por detrás disto. O modo de funcionamento do ato de escrita é diferente do do ato da fala. Trata-se de um processo muito mais complexo. Quando estamos a escrever, refletimos, durante mais tempo, sobre a escolha das palavras. Por conseguinte, o nosso cérebro trabalha mais intensivamente com a língua nova. Por outro lado, estamos muito mais relaxados quando estamos a escrever. Não há ninguém do outro lado à espera de uma resposta imediata. E, deste modo, vamos perdendo aos poucos o medo em relação à língua estrangeira. Além disso, a escrita promove ainda a critividade. Sentimo-nos mais livres e mais dispostos para brincar com a nova língua. Ao escrevermos também temos mais tempo do que quando falamos. E isso reforça a nossa memória! A maior vantagem da escrita é, no entanto, a forma dissociada. Ou seja, nós conseguimos observar com exatidão os nossos resultados escritos na nova língua. Nós conseguimos ver tudo claramente diante de nós. E, deste modo, podemos superar e aprender com os nossos erros. Em princípio, não interessa o que se escreve na nova língua. Apenas é importante que se produza frases escritas com regularidade. Quem quiser praticar, podia arranjar um amigo por correspondência no estrangeiro. E, eventualmente, poderiam até se encontrar pessoalmente. No fim, iria verificar que falar tornou-se muito mais fácil!


Língua materna = emocional, Língua estrangeira= racional

Quando aprender línguas estrangeiras, estamos a estimular o nosso cérebro. Com a aprendizagem o nosso pensamento vai-se alterando. Tornamo-nos mais criativos e flexíveis. Até mesmo o pensamento mais complexo se torna mais fácil para as pessoas que falam várias línguas. A memória é exercitada sempre que estamos a aprender. Quanto mais aprendemos, melhor funciona a memória. Quem aprendeu muitas línguas, aprende mais rapidamente outras coisas. Consegue concentrar-se e refletir durante mais tempo acerca de um determinado assunto. Assim resolve os problemas com mais rapidez. As pessoas multilingues têm uma melhor capacidade de decisão. No entanto, o modo como o fazem varia de acordo com as várias línguas. A língua, em que pensamos, influencia as nossas decisões. Durante um estudo, realizado por psicólogos, vários indivíduos foram submetidos a testes. Todas os indivíduos da experiência eram bilingues. Para além da língua materna, falavam mais outra língua. Os indivíduos tinham que responder a uma pergunta. A pergunta estava relacionada com a resolução de um problema. Estes indivíduos tinham que escolher entre duas alternativas. Uma das alternativas era claramente mais arriscada do que a outra. Todos tinham que responder à mesma pergunta nas duas línguas. E, afinal, as respostas variaram, assim que se mudava de língua! Quando se tratava da língua materna, os indivíduos escolhiam a alternativa mais arriscada. Já no caso da língua estrangeira, optavam pela alternativa mais segura. Depois desta experiência, os mesmos indivíduos tiveram que fazer apostas. Também aqui se registou uma grande diferença. Quando utilizavam a língua estrangeira, eram muito mais cautelosos. Os investigadores supõem que estamos muito mais concentrados quando falamos uma língua estrangeira. Por esta razão, as decisões não são tão emocionais, mas sim racionais... 


Os gestos ajudam a aprender o vocabulário

O nosso cérebro tem muito trabalho sempre que aprendemos novo vocabulário. Tem que armazenar todas as palavras novas. De qualquer modo, podemos apoiar o nosso cérebro durante a aprendizagem. Uma das formas é através dos gestos. Os gestos apoiam a nossa memória. As palavras podem ser recordadas mais facilmente se foram acompanhadas de gestos. Isto ficou claramente demonstrado numa investigação. Investigadores fizeram com que os indivíduos que participaram na investigação aprendessem novas palavras. Tratava-se de pseudo-palavras. Pertenciam a uma língua artificial. Algumas palavras foram ensinadas a estes indivíduos, com recurso a gestos. Ou seja, os indivíduos envolvidos não se limitavam a ouvir ou a ler estas palavras. Através de gestos, imitavam o significado destas palavras. A sua atividade cerebral foi medida durante esta aprendizagem. E, assim, os investigadores chegaram a uma interessante descoberta. Durante a aprendizagem das palavras acompanhadas de gestos, foram ativadas várias regiões cerebrais. Para além da região específica da linguagem, foram ativadas as áreas cerebrais sensomotoras. Esta atividade cerebral adicional influencia a nossa memória. A aprendizagem com recurso a gestos origina redes neurais complexas. Estas redes armazenam a palavra nova em várias regiões do nosso cérebro. Assim, as palavras são processadas mais eficazmente. Quando as quisermos utilizar, o nosso cérebro encontra-las-á mais rapidamente. Também são melhor armazenadas. Importa, pois, que o gesto esteja relacionado com a palavra em questão. O nosso cérebro reconhece quando uma palavra e um gesto não são compatíveis. As novas descobertas podiam conduzir a novos métodos de ensino. As pessoas que estão pouco informadas sobre as línguas aprendem muito lentamente. Elas aprenderiam talvez com mais rapidez se imitassem as palavras usando o seu corpo... 

Como as crianças aprendem a falar corretamente

Mal uma pessoa nasce, começa a comunicar com os seus congéneres. Os bebés gritam quando querem alguma coisa. Com apenas alguns meses já conseguem dizer algumas palavras. Com dois anos já conseguem dizer frases com três palavras. Quando as crianças começam a falar, não se pode influenciá-las. No entanto, pode-se influenciar o modo como elas aprendem a sua língua materna! Para tal, é preciso, no entanto, ter em atenção algumas coisas. O mais importante é que a criança esteja sempre motivada. A criança deve dar-se conta de que pode realizar algo através da fala. Os bebés adoram receber um sorriso como feedback. As crianças mais velhas procuram estabelecer um diálogo com o seu meio envolvente. Elas orientam-se pela língua dos adultos ao seu redor. É, por esta razão, que o nível linguístico dos pais e dos educadores é importante. Também é preciso que as crianças percebam que a língua é algo valioso! Durante todo o processo, devem divertir-se sempre. A leitura em voz alta ensina às crianças como uma língua pode ser apaixonante. Por isso, sempre que possível os pais deviam fazê-lo com os seus filhos. Quando uma criança teve experiências novas, sente vontade de as partilhar. As crianças com uma educação bilingue de raiz precisam de regras fixas. Devem saber qual a língua que devem usar para falarem com uma determinada pessoa. Para que o seu cérebro aprenda a diferenciar as duas línguas. Quando as crianças vão para a escola, a sua linguagem transforma-se. Aprendem um registo mais coloquial da sua língua. É importante que os pais prestem atenção ao modo de falar do seu filho. Estudos mostram que a primeira língua molda o cérebro para sempre. O que aprendemos quando somos crianças, acompanha-nos para o resto da vida. Quem aprendeu muito bem a sua língua materna, quando ainda era criança, irá beneficiar disso mais tarde. Será capaz de aprender mais rápido e melhor - e não apenas as línguas estrangeiras... 


Os bebés leem os nossos lábios!

Quando os bebés estão a aprender a falar, eles observam a boca dos seus pais. Isto foi o que a psicologia do desenvolvimento concluiu. Com apenas seis meses de idade, os bebés começam a ler os nossos lábios. Deste modo, aprendem a manobrar a boca para produzirem os sons. Com um ano de idade, os bebés já conseguem perceber algumas palavras. A partir desta idade, passam a olhar as pessoas novamente nos olhos. Assim, conseguem obter muita informação importante. Através do olhar, conseguem perceber se os pais estão alegres ou tristes. Por conseguinte, aprendem deste modo a conhecer o mundo das emoções. É realmente interessante quando se fala com eles numa língua estrangeira. Aí eles voltam novamente a ler os nossos lábios. Deste modo, aprendem a produzir os sons de outras línguas. Quando se fala com os bebés deve-se, por isso, olhar diretamente para eles. Além disso, os bebés precisam de diálogos para favorecer o seu desenvolvimento linguístico . Os pais, sobretudo, repetem muitas vezes aquilo que o seu bebé diz. Deste modo, os bebés recebem um feedback. Isto é muito importante para as crianças pequenas. Elas sentem que são compreendidas. Este reconhecimento motiva-as. E continuam a divertir-se a falar. Desta maneira, escutar só ficheiros de áudio revela-se insuficiente. Há estudos que demonstram que os bebés conseguem realmente ler os nossos lábios. Em algumas experiências as crianças assistiam a vídeos sem som. Vídeos na língua materna dos bebés, assim como em outras línguas. Os bebés observaram os vídeos na sua língua materna durante mais tempo. Os bebés mostraram estar, claramente, mais atentos. As primeiras palavras dos bebés são as mesmas em qualquer parte do mundo. Mamã e papá - são palavras que em qualquer língua se podem facilmente pronunciar!


Os bebés conseguem aprender as regras gramaticais

As crianças crescem rapidamente. E também aprendem rapidamente. Ainda não foi investigado o modo como as crianças aprendem. Os processos de aprendizagem acontecem automaticamente. As crianças não se apercebem de que estão a aprender. Apesar disto, todos os dias aprendem mais coisas. Isto torna-se, igualmente, visível na sua linguagem. Nos primeiros meses, os bebés só conseguem gritar. Com alguns meses, conseguem produzir palavras simples. Palavras que se transformam em frases. A partir de um dado momento, as crianças começam a falar na sua língua materna. Infelizmente, o mesmo não acontece com os adultos. Para aprenderem, precisam de livros e de outro tipo de material. Só assim é que conseguem aprender as regras da gramática. Em contrapartida, os bebés aprendem a gramática com apenas 4 meses. Alguns investigadores ensinaram as regras gramaticais de outras línguas a bebés alemães. Além disso, recitaram-lhes frases em italiano. Estas frases continham determinadas estruturas sintáticas. Os bebés ouviram as frases corretas durante um quarto de hora. Em seguida, foi-lhes recitado outras frases. Mas desta vez algumas das frases não estavam corretas. Enquanto os bebés ouviam as frases, foram medidas as suas ondas cerebrais. Para que, assim, os investigadores conseguissem perceber como o cérebro reagia a estas frases. Ao ouvirem estas frases, os bebés evidenciaram uma atividade diferente. Apesar de só terem aprendido as frases recentemente, os erros eram registados. É claro que os bebés não compreendem porque é que algumas frases são falsas. Eles seguem apenas os padrões acústicos. O que é suficiente para que, pelo menos, as crianças aprendam uma língua... 


Como é que o cérebro aprende a gramática?

Quando somos bebés começamos a aprender a nossa língua materna. Isto acontece de uma forma automática. Não nos apercebemos. Mas para aprendermos o cérebro precisa de fazer um grande esforço. A aprendizagem da gramática, por exemplo, envolve um grande esforço. Todos os dias ouvirá coisas novas. Recebe constantemente novos estímulos. Todavia, o cérebro não consegue processar os estímulos isoladamente. Tem que fazê-lo de uma forma económica. Por isso, ele orienta-se pelas regularidades linguísticas. O cérebro recorda-se daquilo que ouve com frequência. Ele regista a frequência com que uma dada coisa acontece. É, então, a partir destes exemplos que ele constrói uma regra gramatical. As crianças sabem se uma frase é verdadeira ou falsa. Elas não sabem, porém, qual é a justificação. O cérebro delas conhece as regras sem que elas as tenham estudado. Os adultos aprendem línguas de uma outra maneira. Já conhecem as estruturas da sua língua materna. Elas constituem a base para as novas regras gramaticais. Mas para aprenderem, os adultos precisam de ter aulas. Ao aprender a gramática, o cérebro constrói um sistema rígido. Como são exemplo disso os nomes e os verbos. São armazenados em diferentes regiões do cérebro. Durante o seu processamento há diversas regiões que se encontram ativas. Mesmo as regras simples são aprendidas de um modo diferente do que o das regras complexas. No caso das regras complexas, são várias as regiões do cérebro envolvidas. Como exatamente o cérebro aprende a gramática, ainda não foi completamente elucidado pelos especialistas. No entanto, sabe-se que teoricamente pode-se aprender qualquer gramática... 



Melhor concentração = melhor aprendizagem

Se quisermos aprender, temos que nos concentrar. Toda a nossa atenção deve centrar-se numa única coisa. A capacidade de concentração não é inata. Primeiro, temos que aprender a concentrar-nos. Isto é o que acontece, sobretudo, no infantário ou na escola. Com seis anos de idade, as crianças conseguem manter a concentração durante cerca de 15 minutos. Os jovens com 14 anos conseguem concentram-se o dobro do tempo. Nos adultos, a fase de concentração dura até cerca de 45 minutos. A partir de um dado momento, a capacidade de concentração diminui. As pessoas perdem o interesse pela matéria que estão a estudar. Também é possível que estejam cansados ou estressados. Assim, a aprendizagem torna-se ainda mais difícil. A memória vê-se incapaz de reter a matéria corretamente. No entanto, pode-se aumentar a sua capacidade de concentração! É muito importante que se tenha dormido o suficiente antes do momento da aprendizagem. Quando estamos cansados a nossa capacidade de concentração dura pouco tempo. O nosso cérebro comete mais erros quando estamos cansados. Também as nossas emoções podem influenciar a nossa concentração. Quem quiser aprender com êxito, deve adotar um estado emocional neutro. As emoções demasiado positivas ou negativas impedem que se tenha êxito na aprendizagem. É claro que nem sempre se pode controlar as emoções. Pode-se, no entanto, tentar ignorá-las quando estamos a estudar. Quem quiser se concentrar, tem que estar motivado. Durante a aprendizagem devemos seguir sempre os nossos objetivos. Só, então, é que o nosso cérebro está preparado para se concentrar. Um ambiente traquilo é igualmente importante para uma boa concentração. Então, não se esqueça: beba muita água quando estiver a estudar para se manter acordado... Quem seguir todas estas dicas, irá certamente concentrar-se durante muito tempo.



Os jovens e os mais velhos aprendem de uma maneira diferente

As crianças aprendem línguas relativamente rápido. Com os adultos pode ser mais demorado. Mas as crianças não aprendem melhor dos que os adultos. Apenas aprendem de um modo diferente. Na aprendizagem de línguas o cérebro tem de ser muito eficiente. Precisa de aprender várias coisas simultaneamente. Quando aprendemos uma língua, não basta pensarmos sobre ela. Torna-se necessário, igualmente, aprender a pronunciar as palavras novas. Para este efeito, os orgãos da fala têm de desenvolver novos movimentos. Por outro lado, o cérebro é obrigado a aprender a reagir a novas situações. Conseguir comunicar numa língua estrangeira é um desafio. Os adultos aprendem novas línguas de um modo diferente em cada etapa da sua vida. Aos 20 ou 30 anos ainda desenvolvem hábitos de rotina durante a aprendizagem. A escola ou o curso superior ainda estão muito presentes. Logo, o cérebro ainda está bem treinado. Por isso, é possível aprender-se uma língua estrangeira atingindo um nível muito elevado. As pessoas com idade situada entre os 40 e os 50 anos já aprenderam muitas coisas. Esta experiência beneficia o cérebro. Pode relacionar os novos conteúdos com os conhecimentos prévios. Nesta idade, aprende-se melhor aquilo que nos é familiar.. Como, por exemplo, as línguas parecidas a outras que aprendemos quando éramos jovens. Aos 60 ou 70 anos, a maioria das pessoas tem muito tempo livre. Podem fazer exercícios com frequência. E isto é muito importante na aprendizagem de uma língua. As pessoas mais velhas aprendem, por exemplo, a escrever mais facilmente numa língua estrangeira. Logo, em qualquer idade pode-se aprender com êxito. Depois da adolescência, o cérebro pode voltar a produzir novos neurónios. E isso, ele fá-lo com muito prazer... 


Línguas contra o Alzeimer

Quem deseja manter a mente em boa forma, deve aprender línguas. Os conhecimentos linguísticos podem proteger-nos da demência. Assim ficou demonstrado em muitos estudos científicos. A idade dos alunos não tem nenhuma importância. O que importa é que o cérebro seja exercitado regularmente. A aprendizagem de vocabulário ativa diferentes área cerebrais. Estas regiões controlam processos cognitivos importantes. Por isso, os poliglotas possuem uma maior capacidade de atenção. Também possuem uma maior capacidade de concentração. Mas o multilinguismo apresenta ainda outras vantagens. Os poliglotas têm um maior poder de decisão. Tomam decisões mais rapidamente. Isso acontece porque o seu cérebro aprendeu a escolher. Conhece sempre dois vocábulos para a mesma coisa. Cada um destes termos representa uma possível opção. Deste modo, os poliglotas têm de tomar decisões constantemente. O seu cérebro está habituado a escolher entre várias opções. E este treino não estimula unicamente as áreas cerebrais responsáveis pela linguagem. São muitas as áreas cerebrais que beneficiam com o multilinguismo. As competências linguísticas supõem também um controlo cognitivo mais eficaz. Claro que a aprendizagem de línguas não vai impedir a demência. Porém, a doença pode tardar a desenvolver-se. E os cérebros das pessoas multilingues tendem a compensar melhor os seus efeitos. Os sintomas da demência aparecem de uma forma menos acentuada nas pessoas que aprendem línguas. A confusão e o esquecimento não ocorrem de uma forma tão acentuada. A aquisição de uma língua beneficia assim tanto os mais velhos como os mais novos. E quanto mais línguas aprendemos mais fácil se torna aprender outras. Assim, em vez de tantos medicamentos devíamos antes agarrar-nos ao dicionário. 


Conselhos contra o esquecimento

Aprender nem sempre é fácil. Mesmo quando é divertido, pode ser muito cansativo. No entanto, ficamos contentes quando aprendemos alguma coisa. Ficamos orgulhos dos nossos progressos. Infelizmente também podemos voltar a esquecer o que tínhamos aprendido. Pode ser problemático, sobretudo no que diz respeito à línguas. A maioria de nós aprende uma ou mais línguas na escola. Muitas vezes, este conhecimento desaparece depois de terminarmos a escola. Dificilmente temos a possibilidade de voltar a falar essa língua esquecida. A nossa língua materna acaba por dominar o nosso dia a dia. Muitas línguas estrangeiras são assim apenas utilizadas nas férias. Se o conhecimento não é ativado regularmente, o mesmo pode desaparecer. O nosso cérebro precisa de treino. Podemos dizer que funciona como um músculo. Este músculo precisa de ser exercitado, senão torna-se mais fraco. Há, porém, meios para impedir o esquecimento. O mais importante é a aplicação regular dos conteúdos adquiridos. Seguir alguns "rituais" fixos pode ser-nos útil. Pode planear-se um pequeno programa para os vários dias da semana. Por exemplo, na segunda-feira lê-se um livro na língua estrangeira em questão. Na quarta-feira, escuta-se uma emissora de rádio estrangeira. Na sexta-feira, escreve-se um diário nessa língua estrangeira. E assim, deste modo, alternamos entre a Leitura, a Compreensão (oral) e a Produção escrita. Por conseguinte, o conhecimento é ativado de diferentes maneiras. Todos estes exercícios não devem demorar demasiado, sendo suficiente uma meia-hora. O mais importante é que o façamos regularmente. Os estudos demonstram que o que foi aprendido permanece no cérebro durante séculos. É apenas uma questão de o reavivarmos ...


Como aprender duas línguas ao mesmo tempo

As línguas estrangeiras são atualmente cada vez mais importantes. Muitas pessoas aprendem uma língua estrangeira. Há, no entanto, muitas línguas interessantes no mundo. Por isso, algumas pessoas aprendem várias línguas ao mesmo tempo. Quando as crianças crescem bilingues, isso geralmente não costuma ser um problema. O seu cérebro aprende as duas línguas de uma forma natural. Quando são mais velhos, sabem o que pertence a cada língua. Os bilingues conhecem os traços caraterísticos de ambas as línguas. No caso dos adultos, a situação é diferente. Eles não conseguem aprender tão facilmente duas línguas em simultâneo. Quem aprende duas línguas ao mesmo tempo, deve respeitar algumas regras. Primeiro, é importante comparar as duas línguas. As línguas que pertencem à mesma família pode ser muito parecidas. Este facto pode causar alguma confusão. Por isso, é útil analisar bem as duas línguas. Pode fazer-se, por exemplo, uma lista. Onde se registam as semelhanças e as diferenças. Assim, o cérebro tem que se ocupar intensamente com as duas línguas. Ele memoriza melhor as especificidades de cada uma das línguas. Além disso, devia-se escolher para cada língua as próprias cores e a própria pasta. Isso ajuda a separar claramente as línguas entre si. Quando se aprende línguas diferentes, a coisa muda. No caso de línguas muito diferentes não há nenhum risco de confusão. Aqui está o perigo de se comparar uma língua com a outra! Seria melhor, porém, comparar essas línguas com a língua materna. Quando o cérebro reconhece o contraste, aprende-se de uma forma mais eficaz. É importante também que as duas línguas sejam aprendidas com a mesma intensidade. Teoricamente para o cérebro tanto faz quantas línguas aprendemos... 


Língua materna? Língua paterna!

Quando era criança, com quem é que aprendeu a sua língua? De certeza, que responderá: com a minha mãe! Assim pensa a maioria das pessoas no mundo inteiro. O conceito de "língua materna" existe, praticamente, em todos os países. É conhecido quer pelos ingleses quer pelos chineses. Se calhar, porque as mães passam mais tempo com os seus filhos. Estudos recentes chegaram, porém, a outras conclusões. Demonstram que a nossa língua é, acima de tudo, a língua dos nossos pais. Alguns investigadores analisaram o património genético e as línguas de povos mestiços. Em alguns desses povos, os pais provinham de culturas diferentes. Esses povos surgiram há milhares de anos. Grandes movimentos migratórios foram a causa do seu estabelecimento. O genoma desses povos mestiços foi alvo de uma análise genética. Em seguida, foi feita uma comparação com a língua desses povos. A maioria dos povos falava a mesma língua dos seus antepassados masculinos. Isto significa que a língua local é aquela que pertence ao cromossoma Y. Foram, pois, os homens que levaram consigo a sua língua para territórios estrangeiros. E as mulheres destas regiões adotaram, posteriormente, a nova língua dos homens. Mas até, nos nossos dias, os pais continuam a exercer uma grande influência sobre a nossa língua. Pois os bebés, ao aprenderem, orientam-se pela língua dos seus pais. Os pais falam, visivelmente, menos com os seus filhos. A estrutura sintática masculina é também mais fácil do que a feminina. Por esta razão, a língua dos pais é mais adequada aos bebés. Não lhes exige muito esforço e, por isso, é mais fácil de aprender. Por isto, as crianças preferem imitar o pai a falar do que a mãe. Contudo, posteriormente, é o vocabulário da mãe que molda a língua da criança. Por conseguinte, tanto a mãe como o pai influenciam a nossa língua. Assim, a língua materna deveria antes ser apelidada de "línguas dos pais"! 

Os genes influenciam a linguagem

A língua que falamos depende das nossas origens. Mas os nossos genes são igualmente responsáveis pela língua que falamos. Este é o resultado a que chegaram alguns investigadores escoceses. Eles investigaram por que motivo o inglês é diferente do chinês. Eles descobriram que os genes desempenham um papel importante. Pois os genes influenciam o desenvolvimento do nosso cérebro. Ou seja, eles moldam as estruturas do nosso cérebro. Portanto, a nossa capacidade é determinada para a aprendizagem das línguas. A este propósito, são decisivas as variações de dois genes, em particular. Se uma determinada variação é rara, desenvolvem-se as línguas tonais. As línguas tonais são, pois, faladas por povos que não possuem essa variação genética. Nas línguas tonais, a altura dos tons determina o significado das palavras. Entre as línguas tonais podemos encontrar o chinês, por exemplo. Se a variação genética é dominante, desenvolvem-se outras línguas. O inglês não é uma língua tonal. Esta variação genética não é distribuída de uma forma regular. Isto significa que esta variação tem lugar com uma frequência distinta no mundo inteiro. As línguas sobrevivem apenas quando são transmitidas. Por isso, as crianças têm que conseguir imitar os seus pais. Têm que conseguir aprender a língua muito bem. Apenas assim ela é transmitida de geração para geração. A antiga variação genética estimulou as línguas tonais. Antigamente, havia certamente mais línguas tonais do que hoje em dia. No entanto, não devemos sobre-estimar a componente genética. Ela pode realmente ajudar a esclarecer a evolução das línguas. Mas não existe nenhum gene para o inglês, nem para o chinês. Qualquer pessoa pode aprender a língua que quiser. Para tal não são necessários os genes, mas sim apenas curiosidade e disciplina! 


Duas línguas = dois centros linguísticos

O nosso cérebro não fica indiferente quando aprendemos uma língua. Pois tem vários arquivos para línguas diferentes. Nem todas as línguas que aprendemos são armazenadas em conjunto. As línguas que aprendemos quando somos adultos têm o seu próprio arquivo. Ou seja, o cérebro processa as novas regras noutra área. Não se armazenam na mesma área da língua materna. Em contrapartida, as pessoas que crescem com duas línguas utilizam apenas uma única região. Foi esta a conclusão a que chegaram numerosos estudos. Neurolinguistas fizeram várias experiências com vários indivíduos. Estes indivíduos falavam fluentemente duas línguas. Metade do grupo tinha tido crescido com as duas línguas. Em contrapartida, a outra metade tinha aprendido a segunda língua apenas mais tarde. Através de testes linguísticos, os investigadores conseguiram medir os níveis da atividade cerebral. E, assim, identificaram quais eram as regiões do cerébro ativadas durante os testes. E assim, constataram que os aprendentes "tardios" possuiam dois centros linguísticos! Na verdade, os investigadores já tinham suspeitado disso. As pessoas com uma lesão cerebral revelaram diversos sintomas. Por isso, uma lesão do cérebro pode originar vários problemas com a linguagem. Os afetados pronunciavam e entendiam mal as palavras. No caso dos bilingues, os sintomas demonstrados eram bastante particulares. Os seus problemas linguísticos nem sempre afetavam as duas línguas. A lesão de uma das regiões do cérebro não impede o funcionamento da outra. Por conseguinte, os pacientes falavam uma língua melhor do que a outra. E, do mesmo modo, a reaprendizagem das duas línguas ocorre de um modo diferente. Isto prova que as duas línguas não se encontram armazenadas na mesma região. Como não foram adquiridas ao mesmo tempo, pertencem a duas áreas cerebrais diferentes. Ainda se desconhece, por enquanto, o modo como o nosso cérebro gere as várias línguas. Todavia, as novas descobertas poderiam implicar novas estratégias de aprendizagem...



O bilinguismo melhora a capacidade de ouvir

As pessoas que falam duas línguas ouvem melhor. São capazes de distinguir exatamente diferentes ruídos. Este é o resultado de um estudo realizado nos EUA. Os investigadores testaram uma série de adolescentes. Uma parte dos sujeitos envolvidos no estudo era bilingue. Estes adolescentes falavam inglês e espanhol. A outra parte dos jovens testados falava apenas inglês. Os adolescentes tinham que escutar uma determinada sílaba. Tratava-se da sílaba "da". Não pertencia a nenhuma das duas línguas. Os adolescentes envolvidos no estudo ouviram a sílaba através de uns auriculares. Simultaneamente, foi medida a atividade cerebral através de eletródos. Depois do teste, os adolescentes tiveram que ouvir novamente a mesma sílaba. No entanto, desta vez, ouviram também muitos ruídos perturbadores. Eram várias vozes que diziam frases sem sentido. Os jovens bilingues reagiram intensamente ao ouvirem a sílaba. O seu cérebro registou uma grande atividade. Com ou sem ruído ambiente, conseguiam identificar exatamente a sílaba. Algo que os sujeitos monolingues não conseguiam. O seu ouvido não era tão bom como o dos sujeitos bilingues. O resultado desta experiência surpreendeu os investigadores. Até agora sabia-se apenas que os músicos tinham uma capacidade de perceção sonora particularmente boa. Parece, no entanto, que o bilinguismo também exercita o ouvido. Os bilingues são confrontados constantemente com diversos sons. Isto obriga o cérebro a desenvolver novas capacidades. Ele aprende a distinguir com precisão diversos estímulos linguísticos. Os investigadores estão agora a testar o modo como os conhecimentos linguísticos afetam o cérebro. Talvez o nosso ouvido possa beneficiar do facto de aprendermos novas línguas numa fase mais tardia da nossa vida...


Aprender línguas através da Internet

Há cada vez mais pessoas a aprenderem línguas estrangeiras. E há cada vez mais gente que recorre à Internet para o fazer. A aprendizagem no regime de e-learning é diferente da típica aula de língua. E apresenta muitas vantagens! Os usuários decidem quando é que pretendem estudar. Também podem escolher o que desejam aprender. E determinam quanto é que desejam aprender por dia. Através do e-learning, o utilizador deve aprender de uma forma intuitiva. Isto é, eles devem aprender a nova língua de um modo completamente natural. Como se fossem crianças ou tivessem aprendido essa língua durante as férias. Para isso, os usuários aprendem através das situações de aprendizagem simuladas. Experienciam diversas coisas em diversos lugares. Eles têm que se tornar ativos. Para alguns programas são necessários uns fones e um microfone. Assim, pode-se falar com os falantes nativos. Também é possível analisar a sua pronúncia. Deste modo, pode-se progredir continuamente. Nos chats pode-se trocar informações com os outros usuários. Além disso, a Internet oferece a possibilidade de aprender enquanto andas de um lado para o outro. Com as novas tecnologias digitais podemos aprender línguas onde quer que estejamos. O ensino através do e-learning não é pior do que o ensino tradicional. Se os programas forem bons, poderão ser muito eficientes. No entanto, é importante que as aulas "online" não sejam demasiado vivas. Demasiadas animações podem desviar a atenção da matéria. O cérebro tem que processar cada impulso particular. Assim a memória pode ficar rapidamente sobrecarregada. Às vezes, é melhor estudar em silêncio com um livro. Quem combinar os métodos clássicos com os mais recentes, fará certamente progressos... 



A língua árabe

A língua árabe é uma das línguas mais importantes do mundo. Mais de 300 milhões de pessoas falam árabe. Vivem em mais de 20 países diferentes. O árabe pertence ao grupo da línguas afroasiáticas. A língua árabe teve origem há mais de mil anos. Inicialmente, esta língua era falada na península árabe. A sua difusão começou a partir dali. O árabe falado é diferente da norma padrão. Existem igualmente vários dialetos árabes. Podemos dizer que em cada região fala-se de um modo diferente. Os falantes dos vários dialetos não se conseguem fazer entender. Por esta razão, os filmes dos países árabes são na sua maioria dobrados. Apenas assim, conseguem ser compreendidos em todo o espaço linguístico árabe. Atualmente, a norma padrão clássica do árabe é falada raramente. Apenas permanece na forma escrita. Os livros e os jornais são escritos na norma padrão árabe (clássica). Até hoje não existe nenhuma variedade técnica do árabe. Por isso, a maioria dos termos técnicos provém das outras línguas. Predominam sobretudo os termos do francês e do inglês. O interesse pela aprendizagem da língua árabe tem vindo a aumentar nos últimos anos. Há cada vez mais pessoas a quererem aprender o árabe. Em muitas universidades e escolas são oferecidos cursos de árabe. Muitas pessoas sentem-se fascinadas sobretudo pela escrita árabe. Escreve-se da direita para a esquerda. A pronúncia e a gramática do árabe não são nada fáceis. Há muitos sons e regras que não existem nas outras línguas. Por isso, a sua aprendizagem deve seguir uma determinada sequência. Primeiro a fala, depois a gramática e depois a escrita. 



Famílias linguísticas

Aproximadamente 7000 milhões de pessoas vivem no planeta Terra. E falam à volta de 7000 línguas diferentes. Tal como as pessoas também as línguas podem ter laços de parentesco entre si. Ou seja, evoluíram a partir de uma língua primitiva comum. Contudo, existem, igualmente, línguas completamente isoladas. Não têm nenhum parentesco com outras línguas. Na Europa, o exemplo de uma língua isolada é o basco. No entanto, a maioria das línguas tem pais, filhos ou irmãos. Pertencem a uma determinada família linguística. O grau de semelhança entre as várias línguas reconhece-se por comparação. Segundo os linguistas, existem hoje em dia cerca de 300 unidade genéticas. Entre as quais se encontram 180 famílias com mais do que uma língua. O resto é constituído por 120 línguas isoladas. A família indo-europeia é considerada, atualmente, a maior família linguística. Compreende cerca de 280 línguas. Às quais pertencem as línguas românicas, germânicas e eslavas. São mais de 3000 milhões de falantes no mundo inteiro. A família das línguas sino-tibetanas predomina na Ásia. Tem mais de 1300 milhões de falantes nativos. A língua sino-tibetana mais importante é o chinês. A terceira maior família linguística encontra-se em África. É conhecida pelo nome da sua região de difusão linguística: Níger-Congo. Com "apenas" uns 350 milhões de falantes. A língua mais importante desta família é o suaíli. Na maior parte das vezes, quanto maior for o parentesco, melhor é o entendimento. As pessoas que falam línguas com os mesmo parentesco entendem-se bem. Conseguem aprender a outra língua com uma relativa rapidez. Por isso, aprenda línguas - os encontros em família são sempre agradáveis! 

Falamos todos "africano"?

Nem todos estivemos em África. Mas é possível que qualquer língua já ali tenha estado! Isto é o que, pelo menos, pensam alguns cientistas. Na sua opinião, a origem de todas as línguas encontra-se em África. E de lá se espalharam por todo o mundo. Ao todo, existem mais de 6000 línguas diferentes. No entanto, elas devem ter uma raiz africana comum. Os investigadores fizeram uma comparação entre as várias línguas. Os fonemas são unidade mínimas de significado. Ao alterarmos um fonema estamos a mudar o significado da palavra. Um exemplo retirado da língua inglesa pode exemplificá-lo claramente. No inglês, "dip" e "tip" significam duas coisas diferentes. Logo, o /d/ e o /t/ são dois fonemas distintos da língua inglesa. Nas línguas africanas esta diversidade fonética é ainda maior. Mas vai diminuindo à medida que nos afastamos de lá. E é exatamente aqui que para os investigadores reside a prova desta tese. Porque as populações ao propagarem-se tornam-se mais homogéneas. Nos seus extremos, a diversidade genética é menor. Isto deve-se aos facto de que o número dos colonos diminui. Havendo uma quantidade menor de genes que emigram, mais homogénea tornar-se-á uma população. As prováveis combinações genéticas diminuem. Deste modo, os membros de uma população migratória tornam-se mais semelhantes. Os cientistas denominam-no de efeito fundador. Todos aqueles que deixam África levaram consigo a sua língua. No entanto, havendo menos colonos, há também um menor número de fonemas. Deste modo, as línguas tornam-se mais uniformes ao longo do tempo. Parece um facto que o Homo sapiens provém de África. Nós temos curiosidade em saber se o mesmo se aplica à sua língua... 

Estrangeirismos

A globalização não se detém face às línguas. Isto é bastante visível com o aumento dos estrangeirismos. Estrangeirismos são palavras que existem em várias línguas. Estas palavras têm em todas as línguas um significado igual ou parecido. Muitas vezes, a pronúncia é a mesma. Mesmo a ortografia é, na maior parte das vezes, muito parecida. A difusão dos estrangerismos é um facto interessante. Não tem em consideração as fronteiras. Nem as geográficas. E muito menos as linguísticas. Existem palavras que podem ser entendidas em todos os continentes. Um exemplo disso é a palavra hotel. Existe praticamente em qualquer lugar do mundo. Muitos dos estrangeirismos provêm da área científica. Também os vocábulos técnicos se espalham rapidamente pelo mundo. Os estrangeirismos antigos remontam à mesma raiz. Evoluíram a partir da mesma palavra. Porém, a maior parte dos estrangeirismos surge como um empréstimo linguístico. Isto significa que estas palavras são simplesmente integradas noutras línguas. Para esta integração contribuem os vários espaços culturais. Todas as culturas têm as suas próprias tradições. Por isso, nem sempre as inovações prevalecem. São as normas culturais que decidem o que pode ser integrado. Há certas coisas que só existem em determinados cantos da Terra. Há outras que se espalham rapidamente pelo mundo inteiro. Mas só com a difusão é que o seu nome é divulgado. É isto que torna os estrangeirismos tão apaixonantes! Ao descobrirmos as línguas, descobrimos igualmente as culturas...